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quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Enquanto alguns falam, outros escrevem...



É nas palestras desinteressantes que mais escrevo, nos workshops maçantes e em reuniões improdutivas, desde claro possa ter à mão papel e caneta, ou um computador com Word, para dali fugir, muito embora ‘de corpo presente’.
E assim, nasce grande parte dos textos postados no blog – por pura fuga ou desinteresse naquela palestra de título tão pomposo e que não passa de tatibitate e autopromoção, que é o que mais se veem em encontros e seminários. Este aqui, por exemplo, começa assim. Enquanto o “presidente da mesa” mostra que, apesar da coleção de títulos, ele não tem noções básicas de educação (deixando isto claro para os palestrantes estrangeiros que a compõe e para todo o público que os assiste), escrevo – melhor que assistir à vergonhosa (mas com títulos) situação.
Mas é assim que a coisa vai... Os arautos do “fiz isso, fiz aquilo, e fiz também aquilo outro...” jamais dizem o principal: como tudo foi feito e como chegaram ali; reina sempre o pronome pessoal, na primeira pessoa do singular, em discursos que prosseguem com o pê, pê, pé, caixa de fósforo, barra de sabão e toda a eloquência. Dicas para resoluções de problemas similares? Nem quando forem abertas as perguntas... , quando só dão: “Veja bem...”, “Hã-ham...” e... The books on the tablet”, que não estão nem aí. Você não arranca nada, afinal, se você conseguir fazer igual, como ele poderá vender seus cursos, palestras, consultoria – é o que deve pensar...
E não se engane, não te dirão jamais: “consegui porque tenho um contato em tal órgão”, “porque fulano de tal é meu cunhado, primo, amante, irmão do dono do cachorro da prima da minha vizinha”... ou um reles: “consegui por sorte!” Logo não adianta você apresentar mil projetos bem fundamentados e estruturados sem o fundamento e a estrutura para tal.
Mas esses encontros têm uma serventia fundamental, que não está dita em seus cartazes nem faz parte do programa oficial: encontrar amigos e colegas de profissão que de outra forma, rara e dificilmente encontraríamos. E aí sim, vale a pena, trocamos informações e dicas preciosas, sobre trabalhos, projetos, problemas compartilhados que um resolveu de tal forma e o outro conseguiu contornar de um jeito tal que jamais lhe ocorreria. Partilhamos informações preciosas, telefones, e-mails e juras e promessas de contatos que não se realizarão pois o corre-corre do dia a dia fará com que nos esqueçamos delas, antes mesmo de deixarmos o prédio do evento na correria para pegar ônibus, metrô ou tirar o carro do estacionamento sem pegar o horário do rodízio.
Ou então é o sinal de que a próxima palestra vai começar e, como estamos em lugares diferentes e às vezes distantes, nos despedimos à pressa. E aí recomeça tudo... e então... Escrevo.

Foto de domínio público na internet.

6 comentários:

  1. Pois é mano, fui em um (devia ser congresso) uma palestra tão chata que eu fiquei o tempo todo zoando com a pessoa do lado que tinha me convidado, sendo que a mesma acabou confessando que aquilo estava chato demais. Aliás, além da auto promoção, sempre os que vão falar são os que bufam no microfone, desembestam a falar no ritmo que quiserem... boa ideia mano, se eu for num desses aí eu levo papel e caneta hehe. Aliás, a coisa mais difícil é eu escrever algo no papel e caneta e depois publicar no blog.
    Abraço mano.

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    1. Rsrsrs Isso ai Barata, bem em geral o texto que vai ao ar é diferente porque ao transcrever já mudo a maior parte, mas tá valendo. rs

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  2. como sempre ouço e hoje repito: o que importa nesses eventos é encontrar as pessoas... e, agora, escrever...

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  3. como sempre ouço e hoje repito: o que importa nesses eventos é encontrar as pessoas... e, agora, escrever...

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  4. Detesto palestras,parece-me ser como um castigo,sabe?Geralmente,vou em palestras que me deem algum tipo de certificado que contam como horas.Claro,que tem algumas interessantes,mas em sua maioria,Jesus!
    Lembro-me de uma palestra que estava tão ruim,mas tão ruim,que não ficou quase ninguém pra contar estórias.Eu tenho um certo constrangimento em levantar-me e sair do local,pois penso que não gostaria que acontecesse comigo,uma vez sendo palestrante(Deus me livre deste destino tenebroso).

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  5. Eu fujo destes lugares como "o diabo da cruz", a não ser quando desejo dar uma escapada da rotina de trabalho... O último em que estive presente recebi "o" presente de te encontrar...

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