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quinta-feira, 26 de maio de 2011

O ame-o ou deixe-o é serventia da casa

Bem, o tema desta semana parece já bem batido aqui, neste blog, e ressurgiu após postagem da Roberta Corradi Astolfi no Facebook, e nossas colocações lá, que abaixo reproduzo.
Roberta: Aparecem duas comunidades aqui no meu quadro de avisos do Facebook: "Eu amo o Brasil" e "Eu amo a minha cama". Se eu tivesse que escolher? Não é que eu seja preguiçosa, o problema é que o patriotismo sempre pode resvalar para a xenofobia enquanto o travesseiro acolhe qualquer cabeça cansada.
Falando sério, não aguento mais ver essas comunidades "Brazil" (sim, com zê), "Praias brasileiras", "Eu amo o Brasil"...
Djair : O pior que tem gente que participa dessas comunidades e não perde uma oportunidade de dizer: "Só aqui mesmo..." Ou seja, uma contradição só...
Roberta: Das críticas que se fazem ao sistema político brasileiro, metade não são exclusividade do Brasil. Por exemplo: a maior parte dos projetos de lei são de iniciativa do executivo. A dedução é que nesse paizinho d...e merda, os vagabundos dos parlamentares não fazem nada. Não vou entrar no mérito do mérito dos nossos legislativos (rs), mas o fato é que o executivo é o maior propositor de políticas e leis em quase todo o mundo, inclusive na Suécia, aquele país desenvolvido, cheio de gente loira e estudada.
Bem, como já disse em postagens anteriores (e tronando-me portanto repetitivo) uma coisa que me irrita cada dia mais, e falei disto aqui muito recentemente, são as críticas ao país, de que não serve pra nada, não tem nada, enfim, é uma merda!
Dia destes outro colega fez o seguinte comentário: “Cê (sic) tem que provar os burgers lá dos U.S.A., especialmente os do Carl´s Jr. e do In-n-Out” A despeito do comentário, ser sobre uma comida, possivelmente gostosa, a pessoa em questão nuca experimenta nenhum prato novo, nenhuma comida que nunca viu, não provou, e não gosta. Não come carne porque não gosta, sem experimentar. Mas... Em terras do tio Sam, prova-se de tudo, se é de lá, é bom! Respondi na bucha: você é que tem que provar queijo de coalho na brasa no alto da Sé em Olinda - PE; milho verde assado em Barreiras - BA; Picanha na brasa pincelada com manteiga de garrafa e farofa de feijão tropeiro no carinhoso em Floriano - PI; Pargo frito no calçadão de João Pessoa - P;, Pamonha de milho verde em S. João Batista do Glória - MG; Biscoito de polvilho acabado de sair do forno em Morro do Ferro - Oliveira - MG; Camarão seco em S. Luís - Maranhão; Peixe a escabeche no Alô Brasil em Parnaíba - PI; Tambaqui grelhado em Penedo - AL, Sopa de mandioca em Ponta Negra - Natal - RN; Pernil de cordeiro com alcachofras no porta del sol, em Madri;, Paella de mariscos em Mon Juic - Barcelona; Churros em Sevilha; Queijo da Serra da Estrela em Portugal... Ai você vai saber o que é comida de verdade...
Outra dia, uma conhecida reclamava dos buracos causados por obras de saneamento na cidade onde reside, cidade que com mais de um século de existência somente agora caminha nesse sentido, ao replicar a necessidade da obra muda o discurso, ainda mais inflamado, que aquilo não iria dar em nada, pois sabe como as coisas lá são feitas, e etc, etc. Um outro acode e brada porque as coisas aqui são assim, levam tempo e nunca ficam boas, etc, etc... Oras, o que foi colocado em princípio foram os buracos que impedem a classe média de sair com seus carros, e terem que dar voltas, e não se a obra era bem executada, se seria levada a cabo ou a forma como era sinalizada.
E não, não é apenas lá que obras demoram que buracos atrapalham trânsito, que a prefeitura não funciona. Vivo na maior cidade da América Latina, e graças a Deus e a meu esforço, moro em um bairro bom, e nem por isso livre de buracos, bueiros entupidos (embora a cultura da população seja a grande culpada nesse caso), frequento vários outros bairros da cidade, e se algo é constante, são os buracos que não respeitam limites sociais. Transporte público então, mereceria por si só uma postagem sobre. Então não é porque se vive no interior do Nordeste que se dá o direito de dizer: “Só aqui...”
Uma prima que mora em S. Luis, no Maranhão outro dia reclamava que lá não tem nada, ao que repliquei, tem Reggae, tem Tambor de Crioula, tem Bumba meu Boi, tem Alcântara, tem prédios de Azulejos Seculares... Tem praias, tem cultura local, enquanto tantos outros lugares nada tem. Ou seja: parece que nunca se está feliz onde se está... E isto não quer dizer que o lugar é que não presta.

Criticas de uma classe média  (de geração recente),  para a qual o que é bom é o que vem de fora, o do outro, ou o ditado pela revista/bíblia da classe média “veja”.
O Brasil tem apenas 500 anos, tendo sido autorizada a criação de uma gráfica aqui apenas em 1808, ou seja, muito recente pra quem quer comparar com países que tem universidades desde a idade média, como a Inglaterra.  Ou onde as artes em geral eram incentivadas pelas monarquias, e ai floresceram a escultura, música, arquitetura, teatro, literatura e tantas outras...
Em geral essas criticas são construtivas? Não! São propositivas? Não! É apenas um falar mal, pelo falar mal. Devem achar chique falar mal da própria terra. Se lá fora é tão bom, vá e veja se eles te querem por lá. A menos que seja uma sumidade em alguma especialidade, ou tenha muito dinheiro, a maior parte das vezes, não. Não vão te querer por lá!

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Pegue o saca-rolhas.

 Quando fazia o colegial, ao voltar pra casa na sexta à noite, parava na casa de Samara. Sempre tinha um vinho a nos esperar. Quase sempre um  ‘flacon de sang de boeuf’  ou em bom português, um garrafão (do velho e bom) sangue de boi, naquela época,  o mais comum e disseminado pelas terras tupis. Sempre gelado. Aliás, outra coisa que não faltava na casa de Samara eram latas e latas de feijoada, que depois do vinho, ao final da noite, saboreàvamos, picando um pimentão, uma cebola e um tomate para fazer render. Tínhamos estômagos fortes, e ninguém saía antes do vinho acabar. E quando íamos fazê-lo, Samara sempre clamava que ainda era cedo, que ficássemos mais um pouco, etc, etc... Em uma demonstração que sua carência era maior que a minha. 

Outras tantas vezes, era com Adélia que ia tomar vinho; pegávamos o violão do Vitor e... mas esta é uma peripécia que vale uma postagem só sobre o assunto. Descíamos ao cais com o violão, um garrafão de vinho e uma caixinha de isopor repleta de gelo. Adélia toca, fazíamos repentes, bebíamos, ríamos a valer. Lembro de Godô, diminutivo de Godofreda, uma loura (natural), bonita, que às vezes nos acompanhava, e não bebia. Só chupava gelo. Uma vez a convidamos para almoçar, oferecendo como menú gelo em diversos formatos. Aos puristas que se chocam com o colocar de gelo no vinho, nossos lamentos, pois não conhecem o calor de Floriano, e sim, vinho se bebe à temperatura ambiente... De Paris, no inverno, é claro. Pior fazia o marido de uma colega de faculdade nos anos 1990: tomava vinho com coca-cola. Apesar de ser dado a experimentações, passei.

Pois bem, na época dos fatos descritos, cá nesse pedaço dos trópicos, os vinhos tidos como finos eram Almadén e Chatêau Duvalier. Tomávamos a valer, e depois vieram os alemães, e todo mundo que queria ser fino tomava Liebfraumilch, que depois caiu em desgraça, assim como os “garrafas azuis” que os sucederam. Eram o “the must”, até a revista/bibllía da classe média mostrar em uma reportagem que eram da pior espécie por lá. E aí, rapidamente foram banidos de mesas e despensas.

Vieram os Lambruscos, que até hoje adoro, de rápida ascensão até o Prosseco lhes roubar a fama e tomar-lhes o lugar em todas as recepções e coquetéis.
 
Uma conhecida, tida por muito fina, sempre que estava com a adega vazia chamava a turba à sua casa para recepções à base de vinho. Homens levavam vinhos, mulheres acepipes, queijos, castanhas e assim, ao final da ocasião, ela estava com adega cheia - sempre se leva mais do que se bebe, afinal. E ela mantinha a pose de ‘quatrocentona’ paulista. Na verdade, alguns poucos sabíamos, até pelo nome de solteira, era mesmo carcamana, mas posava muito bem, no château de Higienopólis.

Carmem Lúcia, esta sim, finíssima, serve vinho branco primeiro, às dúzias, da mesma marca, de sua própria adega, com entradas deliciosas e depois com os pratos quentes, o tinto.

Uma das coisas que mais apreciava na Espanha, é que em todas as refeições, do mais fino restaurante aos bistrôs iranianos, acompanha sempre uma garrafa de vinho, e lá se pode beber o vinho da casa sem sustos ou sobressaltos. Aliás, nada como o vinho nacional servido na Europa! 

No primeiro porre que tomei de vinho, morava em Praia Grande, só, e era meu aniversário de vinte anos, sem parentes ou amigos por lá. Saí a beber na praia à noite, uma garrafa de dois litros de Chateau Duvalier. O dia seguinte foi uma das piores ressacas já vividas por este escrevinhador que vos conta esses causos.

O último não foi exatamente um porre, até porque ninguém me aporrinhou, mas um pilequinho, na casa de Alex e Roberta, há algumas semanas, o papo tão bom, o ambiente tão agradável que o vinho descia com a suavidade de uma garoa, sem se perceber, mas encharcando... 

O próximo? Bem... Aceito convites.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Brincando de casinha - Sábado

Acordar tarde
(Que o sol já arde)
Ficar na cama curtindo preguiça.
Morosamente espreguiçar,
(a cachorra imitar).
Fazer café,
Colocar a mesa,
enfeitar.
Tomar desjejum com prazer.

Lavar louça (parece que brota...)
Regar plantas, com mangueira mais gostoso
Menos quando o tempo é frio... (Horroroso)
Colocar roupa na máquina
Ufa!
Ler jornal, que sentar descansa...
Hora da feira que alvoroço...
E agora?
Comer fora ou fazer almoço?

Quando se vê...
A tarde finda...
Um cafézinho... Dá tempo ainda!

Ouvir rádio
Enquanto jogo baralho...
Se der tempo, uma passada na net.
Tomar banho e jantar.
Lanche ou comida?
Sempre a dúvida... Ê vida!

Ver um filme, uma série, um clip.
Alimentar os peixes...
Há vidas nos aquários.
Xi, e os armários?
(arrumar?)
Fica pra próxima, hoje abono.
Chegou o sono, vamos dormir...