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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

A Postagem foi-se embora...

Bem, o texto que seria postado hoje foi desgraçadamente deletado do micro, e eu, muito zen que sou, já exconjurei todos os demônios por conta disto, pois - coisa rara - tinha trabalhado o texto e ficado satisfeito com o tom que tinha conseguido dar a ele.

Mas enfim, foi pro limbo abissal, a idéia ficou mas terei que trabalhar novamente, o que torna a coisa cansativa e monótona, que provavelmente não voltará a brilhar como antes, mas tentarei reproduzir em outro momento. 

Tratava-se de uma pequena resenha sobre o Museu de Belas Artes de Sevilha...

Mas não se desesperem: nem tudo está perdido, como pretendo dizer com a foto das flores sobre os espinhos... 

Então, aproveitem para ler, ou reler, um dos antigos.



Foto: Djair - Cactáceas floridas no jardim do "Monumento à Pedra do Reino" - João Pessoa - Paraíba.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Missivas



O comentário da Rosane, no: “Palavras a rede...*” trazem recordações de outros tempos, bem antes do “Central do Brasil”, Fernanda Montenegro escrevia as cartas de anônimos na estação de trem que dá nome ao filme.

Quando tinha uns 16 ou 17 anos, era eu o encarregado de escrever as cartas de Arlindo, um jovem vindo de Alagoas que morava próximo de casa e não sabia escrever, para os pais e para Erucinda, sua namorada, que ficou na terra natal. E ainda do irmão de Erucinda, Nivaldo, que tinha vindo com o amigo tentar a sorte no Sul-maravilha. Na época, morávamos em Cubatão, já divisa com São Vicente, no “Caminho dos Pilões.*” Com o tempo, Erucinda arrumou outro e deu-se fim à correspondência de Arlindo. Nivaldo desencantou-se e voltou pro Nordeste onde era feliz e não cria.

Tempos mais tarde, já no Piauí, fui convocado a escrever as cartas de d. Antônia e sua irmã, Alice. Ambas trabalhavam no mercado de Floriano, vendendo comida, café, bolos, que eram muito saborosos. Escreviam a filhos de criação, já que não tiveram os delas, e que estavam tentando a sorte em Brasília... Sempre se vai buscar a sorte em algum lugar... Ou para amigos que estavam longe... Uma vez viajei em férias e, ao regressar encontrei D. Antonia desencantada, pois como eu não estava, pediu a outra pessoa para fazer uma carta e a carta feita só lhe causou confusão, pois tinha saído totalmente diferente do que ela ditava ou queria. Então só confiava em mim...

Durante anos também troquei correspondência com diversas pessoas, Augusto, Olacyr, Núbia, e outros que nem lembro o nome, falando de impressões da vida, poesia, música, desencanto, literatura, ou simplesmente narrando o cotidiano. Pessoas que conhecia, pessoas que vim a conhecer depois de trocar cartas e pessoas que jamais vi ou senti. Participei até dos Famigerados FB´s. - Friendship for Book (Ah, a maldita mania que as pessoas tem de dar nome em inglês para tudo. Me faz até lembrar do caso narrado por Roberto Santos – Cineasta de “A hora e vez de Augusto Matraga - que atendendo ao pedido de sugestão da empregada para o nome do salão de cabeleireira da filha, sugeriu: “Maria Bonita”, e eis que dias depois ela inaugura o “Mary Beautiful”! Ai de nós...) Mas isso é tema pra outra postagem. De volta aos FB´s: consistiam de um bloquinho feito por quem quisesse, com o nome e endereço de quem o lançava e vários espaços para que os outros preenchessem; mandava-se a um correspondente que enviava a outro, e este a outro... No fim, deveria ser enviado a quem o criou e as pessoas, por quem circulou, que escrevessem a quem lhes interessasse. Comigo nunca deu muito certo no sentido de novas amizades. E tinha gente que estava sempre em todos e nunca escrevia, depois soube que tinha gente que os colecionava!!!

Ainda hoje, vez em quando, escrevo uma carta ou outra... Maricildes, Madalena... Mas já sem o furor dos tempos em que também esperava ansioso por respostas... Quando mantinha controle de cartas enviadas e recebidas, para quem, onde e quando... Hoje ainda adoro recebê-las, no entanto já quase não as escrevo, ocorre-me a mesma malemolência dos e-mails longos... Ou respondo de cara, de uma vez, ou ficam arrastando-se por dias e dias até que me surjam as respostas...



Foto: Djair - cartas, cartões, bilhetes, selos, envelopes...
* http://prajalpa.blogspot.com.br/2010/02/palavras-rede.html
 

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Palavras à rede...

Adélia, a Prado... diz:


"Eu sei escrever. Escrevo cartas, bilhetes, lista de compras, composição escolar narrando o belo passeio à fazenda de vovó que nunca existiu, porque ela era pobre como Jó. (...)"

Também sei escrever, é fato, porém, às vezes (muitas vezes) não sei como tecer com palavras, traduzir sentimentos, lapidar frases...

Escrever no blog, tentar mantê-lo atualizado, muitas vezes chega a ser cansativo e tedioso; é um trabalho lento e nem sempre as palavras vem como gostaria, e eu que já tenho tendência ao texto macarrônico (e o péssimo habito de não reler o que escrevi), acabo fazendo uma narrativa ininteligível a certos ângulos de leitura.


Outros me cobram: "Mas seu blog é pra você ou para os outros?"

"Você precisa dar uma cara a este blog, ele é sobre o que afinal?"


Será que preciso mesmo? Não sei... Mas, a despeito disto, aqui vai mais uma postagem. Se não disse nada que me traduzisse, talvez, concluindo, a prosa de Adélia o faça.


"Mas escrevo também coisas inexplicáveis: quero ser feliz, isso é amarelo.
E não consigo, isso é dor."