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quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Vô Raimundo




Assim ele era

Meu avô
Pai da mãe que me gerou
Homem sofrido
Homem velho
Homem vivido
Homem sério

Sentava comigo junto a fogueiras
A narrar causos
Prosas
Besteiras

A cada causo que me contava
A cada verso que me dizia
Me olhava e sorria
Saudade do Velho
Saudade do Sério
Que a mim assistia
E com sua conversa serena, enchia de alegria


 Foto: Djair - Arcos do Castelo de S. Jorge - Lisboa - Portugal

4 comentários:

  1. Enxuto, emocionado, lindo!! bj Le

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  2. Olá Djair..
    Boa noite!
    Parecia que eu lia a descrição do meu avozinho que está lá no céu...
    Foi sofrido, sério e vivido...

    Perfeitos versos!!
    Obrigada!

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  3. Ah,os avós..

    Descrição sucinta,mas substancial.
    Não são todas as vidas que podem ser escritas em poesia..Mas,pensando bem,os avós são poemas de Deus enviados para nós.

    Gracioso!

    Beijão,Dja!Dani.

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  4. Lindo! Pena que não pude ter muitos momentos com meus avós... Mas me lembro bem do meu vozinho materno ( o outro já era falecido qdo nasci) picando fumo para seu cachimbo e trançando bambu para fazer cestinhas para as netas. Pena não ter guardado nenhuma de recordação, crianças não pensam nessas coisas né... Gostaria de ter guardado uma cestinha, gostaria de ter fotos...

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