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quinta-feira, 24 de maio de 2012

Conhece fulano?

O culto à celebridade hoje é tão vulgar que não se restringe apenas àqueles que aparecem nas grandes mídias. Atualmente, em linhas gerais, existem milhares de pessoas que prestam culto àqueles que lhe estão mais próximos, na forma de querer mostrar ter alguma relação com eles. E por que? Porque, pelo cargo que ocupam em seus empregos, na sociedade ou em pequenos círculos, mostram certa projeção de destaque. E ai vem o culto a eles por parte dos demais, na forma do “Eu conheço Fulano!”, “Beltrano é meu amigo!!”, “já trabalhei com Sicrano!!!”, “Mané Abano estava no mesmo bar que eu!!!...” E por ai vai... “Estudei com a vizinha do cunhado, da minha prima segunda, que é meia irmã, da mulher do...” Ai de nós...
Já que não se conhecem as grandes musas midiáticas, transporta-se isso para seus pequenos universos. A “onda” não é nova, vem de longe, daí tantos almoços aos párocos, às nossas pequenas autoridades de cada dia, que vêm já dos tempos em que padres eram recebidos com banquetes pelos coronéis e com a galinhazinha menos magra do quintal dos pobres, engordando a classe eclesiástica, ainda hoje farta em almoços e jantares em casa alheia. Assim como os políticos recebidos com esperanças de favores ou que seus fachos de luz atinjam o anfitrião e o faça também brilhar perante seus próximos.
        Afinal a coisa funciona mais ou menos assim:  “Fulano é legal”, ele é meu amigo, logo sou legal! “Fulano é inteligente...” e por ai vai... Nem sempre a qualidade do homenageado é lá essas coisas, mas a necessidade de estar junto a essas pequenas celebridades, tornam o fã (que nem se percebe como tal)um formador de  opinião, uma pessoa expressiva; na maioria das vezes ele não traz luz, sabedoria alguma, teve apenas a sorte e alguma habilidade (sabe-se Deus qual) para chegar e se manter num cargo que o destaque. Em outros casos foi apenas agraciado com beleza física, ainda mais nesses tempos nebulosos onde bundas, peitos/peitorais têm o dom de se destacarem mais que ideias, ou índoles. E tome coreografias e gestos e roupagens a serem copiadas sem cansar neurônios. Como já disse alguém...
      Quem? Oras, o fulano! Ah,  esse eu conheço!!! 

9 comentários:

  1. Um texto excelente! Nos coloca frente a um espelho que mostra realmente quem somos. Pelo que entendi o foco da reflexão é a "pretensão de ser", o que é bem egóico a meu ver e nos coloca frente a uma encruzilhada: eu faço realmente isto ou não? Eu sou da forma que o texto coloca ou não? Percebo que para muitos surgirá o mecanismo de defesa do ego: Eu não sou assim! Mas, será que não somos assim mesmo?

    O que foi descrito chama-se em psicologia: Efeito Halo

    Sergio Prado Junior

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  2. Efeito Halo é a possibilidade de que a avaliação de um item possa interferir no julgamento sobre outros fatores, contaminando o resultado geral.

    Efeito halo é a interferência causada nos processos de avaliação de desempenho devido à simpatia ou antipatia que o avaliador tem pela pessoa que está sendo avaliada.

    Normalmente o efeito halo é considerado o mais sério e o mais difundido de todos os erros de avaliação.

    Sergio Prado Junior

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  3. Jóia esse... adoraria saber como seria a situação de você me apresentando, só pra fazer graça kkkk.

    Mas o pior de tudo é bem assim que acontece, fato quase que semelhante ao "Você sabe quem sou eu?" hoje em dia tão gritante em nossa sociedade... mas de acordo com Cortella, eu sei que sou o Subtreco do subtroço, mas ainda assim existe gente que se acha superior, ficando na necessidade de chamar atenção por algum motivo.

    Mais uma vez nota 1000!

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  4. Eu não conheço ninguém rsrsrsGina
    Guimaraes

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  5. Isso não é de todo o mal... Basta saber se esta característica está na máscara em que você está usando ou se está em você mesmo.

    "Só isso" ;-)

    Quantas vezes, por exemplo, você está se candidatando a um trabalho e, por mais você esteja preparado tecnicamente, seu avaliador fica torcendo o nariz até você falar que "Trabalhei com o Dr. Fulano". Daí você é colocado no pedestal!

    O que o Sérgio definiu como efeito Halo, eu chamaria de efeito privada...

    Desculpem-me o trocadilho...

    Um abraço a todos!

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  6. Infeliz daquele que posiciona-se na vida como um mero satélite dos outros, por crer-se desprovido de luz própria...
    Como sempre, adorei o texto, bjo!

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  7. E Djair me levando aslembranças, em casa comia verdurana semana. Quando vinha um padre almoçar lá ia a galinha gorda que cuidavamos.......eu muito rebelde sempre falei....Ué na semana maior pobreza e depois padres aproveitando. Bem será que vai direto para o céu????? bom texto para refletir, abraços Carminha

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  8. Concordo com tudo, Djair!

    Acho que as pessoas que "conhecem fulano", ou seja, aquelas que estão sempre falando que conhecem essa ou aquela celebridade, têm síndrome dos "15 minutos", aquela da fama meteórica, mas que as deixam momentaneamente na mira dos "holofotes"...
    Há gente pra tudo; a vontade de aparecer supera a razão!... Geralmente pessoas que pouco fazem, são as que mais se julgam superiores, e se por alguma sortezinha conseguem travar um "Oi! Tudo bem?" com alguém conhecido, falará disso para o resto da vida!!!!
    É gostoso você poder dizer que esteve próximo dos artistas que aprecia, mas daí a alardear que conhece, tem intimidade, é um tanto demais, não? Enfim, há pessoas que adoram ser satélites, ao invés de estrelas! rsrs


    Aquele abraço, meu amigo!!!!

    Mary:)

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