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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Para não passar em brancas nuvens, já que o dia está nublado...

            Bem, como já estão fartos de ouvir-me e ler-me a falar de Lisboa, vamos a outro assunto, que os seguidores são poucos, e os leitores menos ainda; e não posso dar-me ao luxo de perdê-los.

            Hoje é um daqueles dias nublados, onde além do céu, os pensamentos estão cinza e difícil extrair alguma coisa decente desta cabeça grisalha. Então, como o leitor atento já percebeu, comecei meio que enrolando, enrolando pra ver se surge um mote, que seja digno de desenvolvimento, ou que como por encanto a musa do lusco-fusco pisque e me sorria fazendo brotar do cinza um ramalhete multicor. Mas a massa cinzenta está de greve, como os correios, como os bancos, e não se move, como uma grevista que adere à greve do outro por simpatia.

            Imagino como seja para os grandes escritores, e para os cronistas diários, que têm de sacar um texto pelo bem ou pelo mal, a cada exigência das editoras, do anunciante... Redação foi uma das minhas matérias preferidas no ginásio e no colegial, tanto que várias vezes fazia as minhas e as dos outros, chegando a trocar tarefas com a Horteny, morena lustrosa, sempre preocupada se o cabelo estava armado. Eu fazia suas redações, ela meus trabalhos de física. Aliás, física era um saco, se Renato Russo odiava química, eu abominava física, quase tanto como sua comparsa... Educação física. Lembro do Igor, professor do Schmidt, um rapaz bonito, simpático, por quem as moçoilas se encantavam, bela estampa, belo bigode... Mas... professor de física... E de uma didática que seguia um movimento um tanto retrógrado... Ou talvez, nós é que nos esforçávamos de menos... Enfim tornou-se em pouco tempo o mais odiado do colégio e durou apenas um ano letivo por lá...

            Bem, até hoje não fiz uso, consciente pelo menos, da física aprendida e esquecida naquelas cadeiras verdinhas das mesas novas, presenteadas ao velho colégio àquele ano... Gostava bem mais de redação e história. Acho que por isso divago tanto... Bastam cinco minutos de conversa enfadonha, de palestra chata, de apresentação de slides repetitiva para eu me dispersar... Como diz uma música do Balão Mágico, antigo conjunto infantil da década de 1980: “Eu vivo sempre no mundo da lua...” Aliás, falando em Balão Mágico, a cantora mirim virou apresentadora de programa infantil, cresceu, virou pelada da Playboy, caiu no esquecimento, virou “evangélica”, casou com presidiário, freqüentou programas que exploram imagens de celebridades e sumiu de novo, quem sabe surgindo daqui a um tempo como astronauta... Nunca se sabe... Afinal como a protagonista de Oswaldo Montenegro, em “A dama do sucesso”, que morre ao pular de um prédio, em um incêndio famoso, ela em close, e voando pra morte a gritar: “Ah, como o sucesso é gostoso!!!”


8 comentários:

  1. Como professor de matemática, posso afirmar: você teve um mau professor de física. Ou como o mal que assola os professores da área, eles pintam a matéria como um bicho de sete cabeças para serem admirados (temidos?) pelos alunos devido à sua (professor) suprema inteligência que compreende aquele mar turbulento de números e fórmulas. Você me fez lembrar das provas de matemática. Normalmente eu fazia uma 3 ou 4, além da minha. Em troca, uma colega resolvia minha prova de geografia e história.

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  2. Djair você lembrou-me do professor Igor (eu o chamava de "menino veneno" por conta de seu cabelo topetudo igual ao do cantor Ritchie), meu amor platônico juvenil, quiçá, pueril de tão ingênuo que era. Ele era mesmo o "Justin Bieber" (não sei se é assim que se escreve) das moçoilas da época. Beijos.
    Ana Angélica

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  3. Bem nada como na semana do professor sermos lembrados.Me fez lembrar que me disperço numa facilidade e também sofri com física e quimica. Hoje procuro fazer o melhor até canto com meus alunos. Valeu pelo texto. Carminha

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  4. Muito gostoso de ler. Confesso que espero por ele toda semana. Beijo

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  5. A cabeleira grisalha eu particulamente acho um xarme...me lembrei de tds meus ex professores e pra falar a verdade num gostava de nada kkkkk aprendia matematica na marrrraaa com Maria Adelia (odiava) e ainda peguei ela como professora na facul =/ naum por ela e por nenhum outro eu só naum gostava msm de estudar hahahha...como vc disse “Eu vivo sempre no mundo da lua...” Adorei!!! Bjuss

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  6. odiava física e ainda por cima tinha aula c/ um engenheiro! quer coisa pior? rsrsrs vc me fez lembrar dele enchendo a lousa c/ fórmulas e mais fórmulas numa letra toda certinha rsrsrs bjss

    Sil

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  7. Eu adoro Exatas, mas por algum motivo, fui para as Humanas. Você no mundo da lua? Não acho!

    ;-D

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  8. Por algum estranho motivo, viemos com "talentos" para gostar ou desgostar de algo ... e diante de tal mistério, tb quero viver no mundo da lua... rsrs ... Adorei Dja! bjss

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