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quinta-feira, 7 de abril de 2011

Que tapete lindo!!! Posso puxar???

       De uma coisa há que se dar o braço a torcer quanto aos maus-caráter. Ao mais das vezes são simpáticos e/ou divertidos.

       E é isso que os fazem angariar simpatias de pessoas para as quais a profundidade de uma folha de papel (de seda) basta. Recordo de um destes seres trevosos que trabalhou na mesma empresa que eu, em setor diferente, graças a algum merecimento que eu devia ter com o plano espiritual. Essa criatura foi demitida por justa causa pouco tempo depois, mas enquanto esteve por lá fez estragos diversos, e chegava ao descaramento de dormir no trabalho, até ser pego neste ato por sua chefia. Fazia serviços particulares em seu horário normal de trabalho, utilizando-se de meios da própria empresa, inclusive da mala direta da instituição - o que foi sua perda.

       Dos poucos que lamentaram sua ausência, a justificativa era: “_Ah, mas ele era tão engraçado...”

E é assim que eles conseguem ludibriar incautos. Entre um sorriso e outro, entre um gracejo e uma piadinha preconceituosa... Há os que dotados de alguma beleza ou magnetismo pessoal usam a natureza para seduzir chefias carentes ou com instinto maternal não saciado, a quem a mais das vezes, estão ávidas por mostrar simpatias, admiração e compreensão em troca de pequenos favores e deferências. E assim são dispensados em emendas de feriados e mesmo em dias de jogos de seus times. Conseguem fazer tratamentos odontológicos que os dispensam mais cedo, por manhãs ou tardes inteiras durante anos a fio, parecendo ter mais dentes que células...

      Claro há os que não tem beleza, simpatia ou o dom da veia humorística e utilizam-se de puxa-saquismo e puxação de tapetes. E permanecem assim onipresentes aos pés da divindade de sua chefia.

      Uma outra havia, que era bem mansa até e ao menos não prejudicava a ninguém, presente estava sempre, todos os dias, mas ninguém nunca sabia onde... Por trabalhar apenas meio período, nunca se sabia se vinha pela manhã ou pela tarde, e assim dava plantão em seu escritório particular. Mas sempre estava ali para levar a chefia ao banco, ou ao dentista, quando esta necessitava. Como não dirigia, aceitava-lhe a oferta com muito gosto, e pegava caronas até o metrô quando saia... Mas quem é o aproveitador e quem é o aproveitado nesta estranha simbiose?

       E há os que defendem ardentemente as idéias de chefia ou empresa, sem questionar, o que poderia levar a uma discussão produtiva e resultados idem ao trabalho especifico, a normas e modus operandi de departamentos e firmas. Mas estão também, sedentos para mudar de idéia ao primeiro sinal de novo rumo na direção do vento; tornando-se "cristãos novos " assumem de pronto outros pensamentos e concepções. E os defendem com tal fúria e vigor que ninguém reconhece o espectro anterior.

       Lembro, tempos atrás, em horário de almoço onde dividia a mesa com vários colegas, que surgiu uma crítica a uma antiga chefia que saía para ir ao massoterapeuta na tardes de terça, drenagem linfática e massagem facial nas quintas, a cada três semanas bronzeamento artificial (nunca confie em ninguém de quem você não sabe a cor), e voltava aos finais da tarde plenamente relaxada (não vou dizer bela e formosa porque não o era, e ia apenas à clinica de estética não à clinica de cirurgia plástica). Vigiava ela, como um bom cão fila, para que ninguém saísse cinco minutos antes, o que seria motivo de explosões coléricas. Bem, situado o assunto voltemos ao almoço que transcorria. Uma das pessoas à mesa levantou-se em tom ríspido: “_Mas ela é chefe, e chefe pode tudo!” Repliquei apenas que já havia ocupado cargos de chefia por duas vezes e nunca agira assim pois achava que o exemplo tinha que vir de cima. A pessoa em questão enfiou um naco de carne à boca e calou-se!

       E chega de falar de chefias, só vou falar da que me disse uma vez, após ouvir argumento sobre a biblioteca que era apenas um setor dentro da intituição: “_Então eu mando por escrito e você tem que obedecer!”

       Há os amargos, os que sempre sabem da última, o que o outro falou, o que o outro fez, o que fulano Falou de Sicrano e o que José Abano replicou. E se questionados, nunca falaram, nunca viram, nem sabiam... Fica o dito pelo não dito, e viva São Benedito!

       O mais engraçado é como nos deixamos ludibriar por eles; vêm de mansinho como a serpente que busca o rato arisco, e aos poucos vão sondando personalidades e qual influência cada um tem no meio, para então escolher de quem e como se aproximar. E sempre tem os de gostos fáceis e os que sem maldade confundem sorrisos com amizades. Como nunca exerci influência e nem escolho amigos pelo que têm ou cargo que ocupam, não me dou bem nesse jogo de tabuleiro e mantenho-me à esquerda de risos cínicos e fáceis e favores pessoais que sempre serão cobrados de alguma forma. E mantendo-me à esquerda, sigo fiel a meus princípios e mantenho minha fama de mau. Afinal, sou ruim mesmo, pior que merda mexida sem tempero!


4 comentários:

  1. Adotar uma atitude dessa realmente ridiculo, significa que a pessoa nao passa de ignorante daqueles jurassic park, que gente nojenta!!!
    Pior que deparamos com pessoas desse tipo de vez em quando!!!

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  2. Hann..Isso é o que mais tem nesse mundo de meu Deus,cobrinhas corais,ô raça ruim,viu?Sinceramente não sei porquê e para quê vieram ao mundo essas espécimes.Fazem nada de útil a não ser infernizar a vida alheia.Eternos frustados,incapazes..gentalha que vai ao sabor da maré,sem opinião própria,meros servis..Cada vez estou me distanciando dessas gangues,vai que é contagioso?
    Bjs,Djair!Uma excelente semana para ti.Fique com Deus.Dani.

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  3. Se eu ficasse contabilizando e fosse citar nominalmente todos seres escrotos com quem já vivi e convivo, chefes sem caráter, puxa-sacos de toda espécie... A Enciclopédia britânica virava livrinho de bolso.

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  4. Eu ri tanto, identificando comportamentos de alguns desses seres citados com outros que eu conheço. Talvez até sejam os mesmos, visto que por um tempo com partilhamos o mesmo espaço de trabalho. Depois que passa a gente ri, não é mesmo?

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