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quinta-feira, 22 de julho de 2010

Três Marias Gozosas


Maria Letícia sempre foi uma moça avantajada, seios fartos e firmes como os glúteos, pernas longas como um obelisco, se queixava de não ter cintura, mas precisava? 
  Fazia o gênero morena de sobrancelhas grossas, que ornavam olhos de um negro profundo que as vezes desafiavam noutras convidavam a aproximar-se deles, dela... 
  Casou-se apaixonada, arrebatada, emocionada. 
Ainda se usava casar virgem, então se guardou. Mais por ele, que por ela. Resolveram não ter filhos. Estava tudo tão bem, pra que arriscar, e embora a mãe de ambos cobrassem, eles sempre davam como resposta que elas já tinham netos suficientes dos irmãos. E ela frisava, que todo o instinto materno, tinha ficado com a irmã mais velha, que tinha quatro rebentos. Com ela não. 
  Um dia, e sempre há: “um dia”, ela descobre um caso dele com a secretária. Continuam juntos, mas algo havia se quebrado. O amor e pureza, dedicação e credulidade estavam perdidos. E com isto, veio o desejo de vingança.

  De espírito prático e investigativo, indagou e teve como resposta que o que mais humilharia um homem não era ser trocado por um homem, mas por uma mulher. E decidiu, então se é assim, que assim seja!

  Conheceu uma amiga de uma amiga em uma festa, e demosntrou a esta, que já tinha sua opção definida, que estava disposta, e muito bem disposta a experimentar.

  E assim, foi, não como quem dá-se ao carrasco, mas de peito aberto, e com o prazer de quem se vinga. Não sei qual o prazer foi maior, mas ela gostou da experiência, repetiram uma duas, e as vezes que foram necessárias.

Comunicou ao marido, e mandou-lhe cuidar do filho e amante, ela seria ótima esposa, já que fora secretária tão competente.

  Maria Lúcia veio morar com Maria Letícia, que continuou a gozar a vida.

***** 

Gisele Maria era uma loura bonita, olhos azuis claríssimos, pele alva com sardas charmosas a tornar-lhe os ombros sensuais, magra sem excessos, e uma graça natural que somada ao sorriso de dentes alvos e perfeitos fariam anjos descerem a terra.

  Casou-se logo depois de formar-se. Virgem, como queria, para se guardar ao homem a quem amava. Branco, festa, flor de laranjeira.

  O marido, alta patente do exercito, era de uma beleza física que ornava com a sua em número e grau, apenas de gênero diferente e em versão amorenada e embora a sisudez máscula se fizesse presente, era de carisma tal e qual, despertando cobiças nas amigas e primas  de Gisele Maria.

  Logo depois do casamento a decepção. Àquele para quem ela se guardara, e tão belo que era, tinha ejaculação precoce. Há tratamentos, logo o problema não haveria de ser assim tão grave. No entanto, o machismo arraigado, talvez até acentuado pela carreira militar, fazia com que ele sequer pensasse na idéia de submeter-se a tal.

  Para piorar, não era dado a carinhos, era penetrar, ejacular, sair, banhar-se. E ela, submetia-se sem prazer e enquanto ele de bruços sonhava, ela encarava o pesadelo cotidiano.

  Os anos passaram-se e vieram os filhos, um casa, gêmeos, herdaram a morenice do pai e os olhos da mãe.

  Um dia ela revê um primo que tinha ido estudar fora, e matam saudades, matam curiosidades, e a amizade que era profunda volta na forma de atração. Ela decide ceder a tentação, já sete anos de casada, sem nunca um orgasmo sequer, era hora de experimentar outro, afinal para o marido estava tudo bem, e ele não admitia mais seuqer tocar no assunto. Ela era mulher, não tinha que conversar destas coisas.

  Na alcova, achou tudo muito diferente, carinhos, beijos, afagos, tantas mãos ele tinha, tantas bocas, tanto contato, e derepente, no fogacho da narrativa, ela tem o seu orgasmo na vida, seguido por um desmaio que assustou o primo que não sabia o que lhe proporcionava.

  Depois disto, não teve jeito. Pediu divórcio, o primo foi embora, ela pediu transferência no emprego e também mudou de cidade, vieram outros homens, vieram outros orgasmos, tão, mais e menos intensos.

  Ela voltou a andar com um sorriso nos lábios.

 
 *****

Maria Rita era uma morena vistosa, a quem deus presenteou com as curvas mais voluptuosas do bairro.

  Casou-se cedo, e cedo enfadou-se do sexo monótono do marido, afinal decotes, meias calças, mini-saias, peitos fartos, coxas roliças, cintura fina, grossos lábios sempre cobertos de carmim, eram pra despertar maior cobiça naquele moço pacato, trabalhador e que acima de tudo a adorava.

              Ouvia sempre cantadas por onde passasse, das mais sutis às mais descaradas. Na rua, no trabalho, na feira. E um dia resolveu, vou experimentar. E daí a pratica foi um pulo, a experimentação deu certo, e assim o hábito se fez frequente.

              O Marido até sabia, mas era dos que não se importam desde que não lhes falte, até porque a chama de afeto que por ela sentira, nunca deixou de arder dentro dele. A de tesão então, não era apenas uma labareda, mas um incêndio. Para ele, para ela não.

              Um dia perguntada por uma amiga porque não o deixava respondeu: “_Ele gosta de mim, me aceita do jeito que eu sou, cuida bem da casa, de mim, e do filho. Vou deixá-lo por quê?”

              E assim vivia suas aventuras, e vivia muito bem o marido. Um dia, em uma discussão comum entre casais, o marido xingou-a: “_Vagabunda!”

              Não teve dúvidas, foi direto à delegacia da mulher, prestar queixa. Afinal a palavra era forte!

              Enquanto aguardava, prestava atenção à fauna presente, mulheres estropiadas, olhos roxos, braços quebrados, lábios inchados, hematomas dos mais diversos tons e cores. Choro, ranger de dentes, lagrimas no rosto e catarro jogado às paredes.

              Uma “estrupiadinha” que estava ao lado, talvez tendo a curiosidade despertada pela mulher bonita e com cara de bem cuidada sentada também a aguardar, pergunta-lhe o que faz ali.

              Narrado o fato, que por ter sido chamada de vagabunda irira prestar queixa, a interlocutora indaga incrédula: “_Mas você vai dar queixa dele só por isso?”

              A resposta fulminante, corta quaisquer possibilidade de continuidade no diálogo: “Vou, sim senhora, antes que ele pegue gosto e eu chegue aqui como você!”

10 comentários:

  1. No fim você deu uma lição de moral...

    Realmente tenho que concordar com você a terceira é a melhor de todas.

    Parabéns novamente

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  2. Realmente! Todas são mulheres de atitude (politicamente corretas ou não, não sei), mas a Rita destacou-se de todas. Houvessem mais Ritas.

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  3. "Maria,Maria É um dom, uma certa magia
    Uma força que nos alerta
    Uma mulher que merece viver e amar
    Como outra qualquer do planeta

    Maria,Maria É o som, é a cor, é o suor
    É a dose mais forte e lenta
    De uma gente que ri quando deve chorar
    E não vive, apenas agüenta

    Mas é preciso ter força
    É preciso ter raça
    É preciso ter gana sempre
    Quem traz no corpo a marca
    Maria, Maria
    Mistura a dor e a alegria"

    Djair e as Marias... fortes, insatisfeitas... simplesmente mulheres, e sempre Marias! Também gostei mais da última. Ótimos textos, continue assim. Bj.

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  4. Djair!!!!! muito bom tenho um pouquinho de cada risos. A Rita fez certo ela não é vagabunda.........ela é feliz. adorei o texto

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  5. kkkkk agora sim, compreendi o que me disse sobre "musa inspiradora". Menino, sabe que eu já tinha lido e não havia me identificado? Já faz tanto tempo ...tantas coisas aconteceram kkkkkkk
    Você é ótimo DI. Boas férias para você.
    Sei que estará atento a tudo e retornando escreverá textos hilários.
    Beijo

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  6. Olá, Djair. Só agora tive a oportunidade de ler o texto das três marias. Muito bom!! Parabéns! Vai dar um belo livro. Boas férias. Abraços

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  7. Ah, essas Marias... Gostei delas! Não perdem tempo em busca da felicidade!
    Vivem intensamente a realidade e se alguma coisa dá errado, jogam tudo pro alto sem medo das consequências.

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  8. Nossa, bateu uma vontade de ser Maria de verdade!!!

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  9. Essas Marias são verdadeiras ou ficção onde as encontra hein! Gostei muito, precisamos a vezes de histórias que demonstram atitudes.
    bjs

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