Curta a página no facebook

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Gostos meus



Gosto de hortas de couve
De canteiros de margarida
Simpatizo com as freiras
E com as mulheres da vida

Gosto de prato farto
De pimenta na comida
Geladeira cheia após as feiras
De vinho pra celebrar a vida

Gosto de cemitérios
De castelos, de toda ermida
De sinos de catedrais
de cabanas que dão guarida

Gosto de fogão a lenha
Das quitandas da Maída
De tomar café ralinho
Da vida na roça amiga

Quem foi que disse: Não há saída?

Foto: Dionísio Pedro da Silveira - 2008

Casa da "Tia Maída", Quebra Cangalha, Oliveira - MG

11 comentários:

  1. Senti paz quando li este poema, obrigada. Um beijo grande,
    Myrna Gioconda

    ResponderExcluir
  2. Traz paz... Mto bem colocado. Sempre acabo aprendendo algo com você, nem que seja só uma palavra nova.

    ResponderExcluir
  3. Ah que delícia!!!!
    Eu quero tudo isso!
    Vou pra esta cidade... Bjs

    ResponderExcluir
  4. Foi por causa dele q entrei aqui...bj

    ResponderExcluir
  5. Adorei este poema, vou usa-lo na sala de alfabetização. beijos

    ResponderExcluir
  6. Que você tem bom gosto, eu ja sabia rsrss
    Adorei

    ResponderExcluir
  7. Igreja, quitanda, gente pra visitar, convite pra tomar café... Esse jeito é muito mineiro.
    Luiz Otávio Pereira

    ResponderExcluir
  8. Djair, adorei a leveza deste poema!
    Dá vontade de curtir tudo isto, principalmente ter sempre este otimismo e esta serenidade!..rsrs
    bj c/carinho!

    ResponderExcluir
  9. "Vou me embora pra Pasárgada. Lá sou amigo do rei...Em Pasárgada tem de tudo, é outra civilização..." Manuel Bandeira sempre me encantou, e você meu amigo, me fascinou com estes versos. A única exceção no seu texto da qual não apreciei foi o café ralo. O resto é um desejo veemente de me transportar a esta extraordinária beleza bucólica da casa da "Tia Maída". Beijos. Ana Angélica

    ResponderExcluir
  10. Olha o poeta ai gente! Tal como Adelia Prado curto e direto na alma. Ave Ave!! Le

    ResponderExcluir