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sábado, 26 de setembro de 2009

Palmatória

Não gosto dessa história
Que não pode bater
Como é que vai torcer o pepino com "soprinho" e alisamento
Hoje tem conselho tutelar pra tudo
E cada dia menos se sabe como criar

Dona Neide vai regalar o olhão azul
Dona Leila vai achar absurdo
"Não pode, tem que ter pedagogia."

A do chinelo doia
Mas cá pra nós
O vermelhão passava
E a gente aprendia.


Publicado originalmente em: Antologia de poetas CEU-Aricanduva. São Paulo: 2004, 25p.

4 comentários:

  1. ... disse tudo !!!
    Sempre tive essa opinião. Sempre levei
    as "chineladas dos bons modos", ou melhor : chineladas não...minha mãe costumava dizer que chinelada deixa a criança mais sem ver vergonha ainda! Levava mesmo era umas belas "puxadas" com varinha de marmelo (que ficava de prontidão atrás do fogão a lenha lá de casa).
    Todos os meus irmão tb apanharam quando criança e na hora em que precisou, e nem por isso viraram bandidos, incompreendidos, introvertidos e psicologicamente problemáticos. São todos pessoas de bem !
    Porém, não vamos confundir as coisas : Bater pra educar é uma coisa, TORTURAR é outra .
    Aliás, vejo muita gente que se diz instruída e defensores da ideia de que bater não é a melhor escolha, que torturam seus filhos psicologicamente , o que é pior.
    Vamos deixar de hipocrisia , o mundo vem numa velocidade desenfreada e cada um que segure seus chapéus se não quiser que voem.
    Se essa coisa de "não bater" nos filhos vem funcionando, sinceramente eu não vi, a não ser na teoria. Porque na prática o "mundo" anda mal educado pra caramba!

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  2. Olha se adianta sempre pra criança, eu não sei. Mas o adulto dá uma desestressada.
    Acho boa educação se faz com palavras, sentimentos, diálogo e talvez umas palmadas.

    Qdo eu vi o título, pensei que leria outras cousas (provocando sua lusitanice). hehehe

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  3. Eu sou a faor dessa psicologia do chinelo, como educadora profissional vejo que o tal papo de hoje em dia não tem dado muito resultado. A liberdade é muita e os limites constantemente sendo ultrapassados. Adorei esse blog. Você manda bem... Beijinho

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  4. Quando fazia lição com meu pai, no início dos 80´s, eu levava "riscada de fósforo" na cabeça se fizesse errado e se fizesse letra "garranchada". Por isso que hoje tenho problemas mentais.

    :-D

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