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quinta-feira, 27 de abril de 2017

Fora Livros, fora!

Fora tu, livro.
Vai esfregar-te nos olhos de outros,
Não nos meus, que já te leram.
Faz com que sofram como eu sofri, com a sina de teus personagens, e a vil personalidade dessa gente bandida que descreves.
Fá-los sorrir com as tiradas de tuas páginas, como me fizeste gargalhar.
Encanta-os com a sutileza de tuas metáforas,
E tu outro, de capa dura, vai e ajuda o professor a enraizar em solos áridos, a raiz do aprendizado,
Para que ali floresça o conhecimento.

Saiam, saiam das estantes e ide por aí a ganhar o mundo.

Que vos pintem em cores fortes as personagens, as paisagens e, na falta de palavras para traduzir, todo o abstrato. E se me faltam, que as sorvam em ti, onde profusas proporcionam salutares benesses.
Despertai noutros seres, outras palavras tantas,
Para que assim eles produzam outros livros
Começando novo ciclo de escrita, leitura, descoberta e prazer.


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