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quinta-feira, 18 de junho de 2015

Os centro do mundo

São tantos os “centro do mundo”, que não quero ser vento, para não ter que virar redemoinho, girando-lhes ao redor do umbigo.

 São tantos os “centro do mundo”, que não quero ser mar, fazendo ondas para lamber-lhes os pés.

 São tantos os “centro do mundo”, que não serei floresta que pode florescer e frutificar, apenas nas estações que escolhem.

 São tantos os “centro do mundo”, que não desejo ser nuvem, fazendo sombra onde creem ser sol. Deixo que brilhem.

 São tantos os “centro do mundo”, que não quero ser rio, levando mais vaidade onde são um oceano.

São tantos os “centro do mundo”, que eu, centro de meu mundo, cada vez mais, sou um deserto de sal, onde nada prospera. Esquecido, inóspito, e distante.


Foto: Internet - Luís XIV - Auto-proclamado: O Rei Sol Quadro de Hyacinthe Rigaud, 1701. - Luís XIV, absolutista, colocou a França em quatro guerras.

3 comentários:

  1. Como sempre matou a pau meu irmãozinho. Um super abraço

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    1. Obrigado querido, valeu pela leitura! Grande abraço.

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  2. São tantos os "centro do mundo". Sim. E fazemos parte desse centro ou estamos no arco externo? Alimentamos esses centros? Sei lá. Sei que quando me vejo no centro, saio pela tangente . Se noto que alimento esse centro, giro no sentido anti horário! Mas, de modo geral, deixo que ele mesmo se engula!

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