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domingo, 28 de dezembro de 2014

Zés ninguém, e Conceições


E então, numa dessas curvas, que o destino faz ao chegar nas esquinas do tempo e do espaço, você dá de cara – e quase tropeça – com pessoas que chegou a ter algum contato num tempo não tão distante - já que a memória condensa os capítulos da vida e no vale a pena ver de novo mnemônico as cores são nítidas e as vozes não tremulam - , mas que pela variedade de situações vividas já é ancestral, e se dá conta que os playboys do seu tempo de juventude caíram e rolaram na lama de seus próprios atos e escolhas, chafurdaram em obscenidades sociais e tornaram-se sombras tão difusas do que foram um dia, que fazem lembrar a canção... “Quem não os conhece não pode mais ver pra crer, quem jamais os esquece não pode reconhecer.¹”


E assim você se sente agradecido pelo que não teve, por ter sido o forjador de si mesmo, malhado a trabalho, decepções e sonhos, e por ter optado pela retidão, mesmo se o caminho era tortuoso e os atalhos atraíssem com promessas de caminhos sombreados e flores.


¹ – Conceição – Composição de Composição de Dunga e Jair Amorim. Imortalizada na voz de Cauby Peixoto
Foto: Djair - Nuvens, no céu do Brasil

3 comentários:

  1. Pois é! Tive a sorte de trabalhar cedo, usar meu tempo livre para estudar (um pouco), ler (muito) e ser útil. Sempre tive em mente de que eu tinha de ser útil a sociedade, caso contrário minha existência seria inútil. Pois é, eu não estava errado! Ainda bem! !!!!

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    Respostas
    1. Isso mesmo Antonio, parabéns pelo que és!

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  2. O tal do livre arbítrio...Somos escritores de nossa história...autores do nosso destino...

    Beijão,Dja!Dani.

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