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sexta-feira, 13 de abril de 2012

Como é bonito o meu umbigo!!!

É estranho o comportamento quanto ao blog; algumas vezes vem uma enorme inspiração e o s textos fluem naturalmente, fartos e caudalosos, de boa cepa, risíveis, trágicos, mal-humorados, e como vêm fácil e em profusão ficam alguns a esperar a semana seguinte para serem publicados, mas em algumas destas quintas, ao relê-los, a graça que pareciam ter, no momento em que o preto ganhou espaço no branco da tela, foi não sei pra onde e o “del” surge e apaga tudo. A luz no fundo da tela o engole, as letrinhas que formam palavras e frases, parágrafos e páginas cheias vão para o lixo... Outros tantos textos vão ao ar, e alguns, pelos comentários que suscitam, pode-se dizer que fazem certo sucesso...

Estranho também as reações a eles, alguns que escrevo sem esperar nada por eles despertam comentários profundos, evocam lembranças, e as colocações sobre eles se sucedem umas a outras, e então, outros dos quais gosto, de escrever e do resultado final, nem uma linha... Claro, ele estava dentro de mim e as lembranças que suscitam só a quem as viveu podem causar impressões. Mas também há os comentários gentis, de amigos que os fazem apenas para me fazer feliz. Assim como há aqueles que a qualquer comentário negativo meu, sobre algo que não concordem, param de comentar, de ler e mesmo de seguir o blog. Claro, a finalidade destes últimos, que saem mesmo do perfil, não é outra senão a de mostrar sua insatisfação mandando esse tipo de recado: “Ah, é? Então não sigo mais teu blog!” Paciência, se deixa de seguir é porque realmente nada ali o enriquecia, nada ali o fazia sorrir, nada ali valia a pena, e então... Por que continuar, não é mesmo? Vá com Deus. E tem a antítese destes, os que sei que seguem, que visitam semanalmente, e às vezes até perguntam em alguma quinta em que o texto utiliza o metrô paulista (ou seja, chega atrasado): “Ué, cadê o texto de hoje?”

E por falar nisso algumas pessoas, de algumas comunidades, de blogs inclusive, mandam recados: siga meu blog que sigo o teu, terei o maior prazer em retribuir... Bem, não quero que sigam porque sigo o seu, até porque só seguirei se tiver algo a ver com o que gosto, acredito, simpatize, ou de alguma forma ache interessante... Já dizia Fernando Pessoa: “Sou rei absoluto da minha simpatia, basta que ela exista para que tenha razão de ser.” E não para ter mais um seguidor.

Os dois últimos textos foram escritos atendendo pedidos, o que os tornam fáceis de escrever, e aliás, o último, escrito a pedido do Rafinha, que conhecia o “causo” de eu contar, por obra e graça do Windows, foi ao ar, faltando dois parágrafos, mas ele, leitor atento, alertou-me, está faltando uma parte, está faltando uma parte, e eu, como mula teimosa que empaca, não, não está (oras, haveria ele de saber mais sobre o caso que vivi?). Bem, tanto insistiu que por fim fui olhar e... Faltava mesmo... fui consertar e fazer o “mea culpa”. Enfim, embora ainda esteja a dever um texto também pedido (da Cláudia sobre coxinhas), hoje não foi dia dele, aliás, ontem, que hoje já é sexta e o texto continua atrasado, e desde lá, uma preguiça inenarrável (embora ainda vá narrar qualquer dia destes sobre este pecado cada vez mais capital, no sentido aí de central, de disseminador). E então lá vim eu escrever sobre o próprio blog, sobre as impressões que ele me causa. Sérgio postou hoje no Facebook que escrever era uma forma de liberdade, de facto, é essa a sensação muitas vezes experimentada, até porque a mais das vezes me expresso melhor pela escrita, tímido que sou, embora a afirmação cause protestos (eu disfarço bem em algumas situações). E talvez seja por isso que escreva para me sentir livre, ou justamente, pelo que acabei de dizer após a frase citada, por me expressar melhor assim. O que não quer dizer que seja real, e nem que me entendam, é apenas a impressão que tenho sobre mim mesmo e sobre o que escrevo. Como Nelson Gonçalves que, gago, uma vez ao repórter que lhe perguntava: “Você tem dificuldade de se expressar?”, respondeu: “eu não. Os outros é que tem dificuldade de me entender.”

9 comentários:

  1. Como sempre nos fazendo viajar em lembranças, em momentos nossos que pareciam perdidos e saem por entre suas letras...lembrei da época de orkut quando pediam para que me torna-se fã deles para que retribuissem...ou o contrário...os via como fãs ficava feliz com o carinho e logo em seguida o pedido: "fiquei teu fã....depois fica meu fã" como assim????
    Quantas histórias lindas da minha vida contei e tive que contar uma piada junto para não ficar sem graça e tantas histórias sem graça foram motivo de admiração e sorrisos...como vc disse...pertencem a mim eu as vivi por isso as amo tanto...
    Enfim...perfeito mano...viajei mais uma vez e aguardo o bilhete da semana que vem...que o trem não atrase mas se atrasar que não se perca pelo caminho...

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  2. Djair, seus textos têm a capacidade de fazer com que o leitor viaje, sem saber que está viajando. Quando o leitor dá pela coisa, já está longe e tem a impressão de que precisa abrir o para-quedas ou encontrar a trilha na floresta pra voltar ao mundinho de todo dia. Continue a nos brindar com seus textos. Abraço do Luiz Otávio

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  3. Acabei de ler e só te peço uma coisinha: JAMAIS sequer pense em parar de escrever. Beijo grande. :D

    Myrna Gioconda

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  4. Olha só se vc parar de escrever eu paro...

    Rafael Salles

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  5. As pessoa têm a mania de olharem para o próprio umbigo,não é?Mas se o umbigo for bonito que mal há nisso?
    Seus textos nos fazem viajar no tempo,por mais simples que seja a temática,você consegue torná-la poeticamente encantadora.São poucos que conseguem isso,e vc faz com maestria.Consegue tirar leite de pedra!!Isso é para os melhores.Enquanto ao resto,nem sabem o que escrevem..
    Beijão,Djair!Dani

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  6. O Prajalpa além de ser um canal de expressão de suas ideias é também, externalização de suas lembranças. O que chama mais me chama atenção é a riqueza de detalhes com que você narra os "causos", o que invoca nossa imaginação e nos faz sentir participantes dos acontecimentos. Tudo isto torna seu blog singular e muito interessante. Beijos, Ra

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  7. Ah, Djair, não foi sua intenção, mas me matou de rir! kkkkkkkkkkkkkkk

    É que me identifiquei com o "umbiguismo" da coisa; acho que todo blogueiro pensa igual, incrível isso!!!!
    Aquela ideia mirabolante de um momento, que vai mudar a história da blogosfera, senão do mundo - eta umbigo lindo o nosso! rs - vai pras cucuias muitas vezes quando está na pauta para a publicação... (Cadê o post maravilhoso que estava aqui? O gato comeu! kkkkkkkkk)
    Mas gargalhada me arrancou de verdade naquela parte do "me segue, que eu te sigo". Parece texto decorado quem faz isso! rs Não recrimino, porém, quem faz. Só acho engraçado que se assemelha ao "copy/taste", de tão igual se mostram os textos...
    Sobre a arte de escrever, você faz o certo: escreve sobre o que entende! É por isso que surgem textos tão deliciosos de se ler aqui no Prajalpa, pela humanidade, verdade que você imprime às letras; me identifico muito com sua forma de expressão.

    Um forte abraço e continue no seu jeito de ser você mesmo!!!!

    Mary:)

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  8. Ah, Djair, não foi sua intenção, mas me matou de rir! kkkkkkkkkkkkkkk

    É que me identifiquei com o "umbiguismo" da coisa; acho que todo blogueiro pensa igual, incrível isso!!!!
    Aquela ideia mirabolante de um momento, que vai mudar a história da blogosfera, senão do mundo - eta umbigo lindo o nosso! rs - vai pras cucuias muitas vezes quando está na pauta para a publicação... (Cadê o post maravilhoso que estava aqui? O gato comeu! kkkkkkkkk)
    Mas gargalhada me arrancou de verdade naquela parte do "me segue, que eu te sigo". Parece texto decorado quem faz isso! rs Não recrimino, porém, quem faz. Só acho engraçado que se assemelha ao "copy/taste", de tão igual se mostram os textos...
    Sobre a arte de escrever, você faz o certo: escreve sobre o que entende! É por isso que surgem textos tão deliciosos de se ler aqui no Prajalpa, pela humanidade, verdade que você imprime às letras; me identifico muito com sua forma de expressão.

    Um forte abraço e continue no seu jeito de ser você mesmo!!!!

    Mary:)

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  9. Ola Djair,

    Rsrsrs,
    Realmente as vezes nos inspiramos de uma tal forma que quando lançamos o texto ficamos aguardando, oras se nós achamos ele o tal texto com certeza todos irão ver o mesmo, e de repente nem cheirar cheira, outras escrevemos algo que ao nosso sentir é tão sem lógica e nos assustamos pela repercussão que se faz.Gostei também quando fala sobre a liberdade em seguir por gostar e não por acrescentar números, me segue quem quiser, mas isto não quer dizer que irei segui lo por agradecimento, e sim pelo conteúdo que me oferece e que me agrade claro, rs. E enfim escrever é saber entender o que realmente se formam em suas palavras,ou melhor o que você entende de forma simples mas que seja seu humbigo...e bonito não é mesmo?rsrsr

    Abraços, a gostei muito de te ler...

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