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quinta-feira, 1 de março de 2012

Não jogo fora no lixo, não jogo fora no liiiixo!!!

            Na infância colecionava figurinhas em álbuns, personagens Disney, jogadores das seleções, e por aí ia... Marcas famosas de refrigerantes lançavam bingos com cartelas com cara de jogadores que iam às tampinhas enfeitar. Aliás, também colecionei tampinhas. Bem, vieram os cartões postais, ainda tenho a maioria deles, começaram com os do Japão que ganhei de  meu tio Lourival.

            Depois vieram selos, que me acompanharam até a idade adulta, e quando deixei a casa de minha mãe lá ficaram, até que a concubina de meu irmão, se achando no direito, e por omissão materna, jogou fora os cinco álbuns, o que só vim saber tempos depois. Quando de nada adiantava saber. E muitos outros, quase que do Brasil inteiro. Lugares que vim a conhecer depois, outros que ainda pretendo visitar e tantos, que nunca poderei pisar.

            Com o avanço tecnológico as fichas caíram. Sim, caíram em desuso. E vieram os cartões telefônicos, antes que chegasse o advento do celular e a privatização das teles. Pois depois disto passou-se a não se investir em telefonia pública. E antes dos cartões serem abandonados por falta de uso, as sessões de telecartofilia foram fechadas pelas empresas que compraram as companhias estaduais que as mantinham e disputavam entre si quem editava os mais belos. Eram séries às dúzias, Museus - que acabou em várias sub-séries com reproduções de acervos de muitos museus brasileiros, flores -  que também se subdividiu em flores do cerrado, da mata atlântica e por ai vai... Fontes, e tantas e tantas outras belezas. Depois, viraram apenas propaganda das próprias teles e perdeu-se o interesse.

            Décio tem dúzias de gavetas repletas de CDs de música, é o que mais compra, coleciona, sabe onde está cada um, pois às centenas é fácil perder-se. Segundo ele próprio, ele é bem miserável e só gasta com CDs. Fiquei a pensar se havia algo que eu gostasse tanto... Achei que não tinha, até que um dia resolvi fazer um censo das plantas que tinha em casa, o número era bem maior do que eu pensava. A mania de recolher os vasos que se jogam fora, com as plantas ainda vivas, às vezes só precisando de um pouco de água, as faz aumentar, e embora esteja em processo de redução, doando vasos com espécies repetidas, mudas e fazendo podas mais agressivas, continuam bastante numerosas.

            Bem, essa característica minha e de tantos, de juntar coisas, é descrita na  homeopatia como própria dos indivíduos Sulfurinos (que tem por similimum:  Sulphur): “colecionador, na bagunça de sua mesa acha o papel que quiser, perdido em pensamentos intelectuais ou espirituais, contraditoriamente avarento, inclinação mental erudita ou filosófica, é o “filósofo maltrapilho”. Talvez seja por isso essa verve de “juntador”. Enquanto outros simílima trazem como características o desapego a objetos e a extrema organização – de pessoas que dão ótimas empregadas. Mas que provavelmente nunca colecionarão nada.

10 comentários:

  1. Pensando na infancia, Lembrei do meu filho felipe que você conheceque junta santinhos até hoje. Lá estão por toda parte e também as imagens. Parabéns pelo texto belas lembranças,
    Carminha

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  2. tb colecionei muitas coisas kkkkkkkkkkkkk

    ALAN COSTA

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  3. Djair, tudo ok?

    Já fui dessas de colecionar, então, tampinhas da Pepsi, cartões de telefone público, fotos de cantores e até aquelas paisagens que os protestantes costumam entregar em filipetas, eu guardava (não lia; apenas as fotos me interessavam!... rs).
    E também tive a fase "receita", aquela que vem atrás das embalagens: açúcar, farinha de trigo, óleo, etc.
    Hoje em dia não sou chegada a guardar nada por muito tempo! Meu prazo é de 6 meses. (Aprendi com o pai do Chris, o do seriado, que tudo que não se usa em 6 meses, deve ser doado ou jogado fora porque não usará nunca mais. E ele está certo!...)
    Agora que o lixo é algo valioso, isso é! Não vê os vários almanaques em quadrinhos encontrados no lixão, que renderam milhões de dólares a quem os achou? Eu que não dou uma sorte dessas... rs

    Belo post, como sempre, Djair!
    Curto tanto os seus artigos, que gostaria de convidá-lo a ser membro do site diHITT, que é gratuito e dá uma maravilhosa visibilidade para os blogs! (Só convido amigos cujos escritos eu aprecio muito, e você é o caso!)O endereço é: www.dihitt.com.br
    Será um prazer tê-lo como meu amigo também por lá!

    Abração da Mary pra você! :)

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  4. Esqueci de falar das pedras, que até trago dos lugares onde visito, e que comprovam a Loucura de pedra...

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  5. Boas Lembranças!!!!!!!

    Alex...Araujo

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  6. Eu adoro colecionar coisas, o duro é conseguir separar a coleção normal da "anormal". Será que existe essa distinção?

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  7. Olá passei para conhecer seu blog ele é muito maneiro, fantástico com excelente conteúdo desejo muito sucesso em sua caminhada e objetivo no seu Hiper blog e que DEUS ilumine seus caminhos e da sua familia
    Um grande abraço e tudo de bom

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  8. O texto me fez lembrar quando em processo de mudança de apartamento, minha mãe por engano doou nossa "biblioteca particular". Seu acervo era constituído dos clássicos brasileiros que eu e meus irmãos lemos durante o período de colégio, romances em capa dura do Círculo do Livro, dicionários, livros didáticos. Durante anos eu "organizei" a biblioteca. Quando mudamos que percebemos "a doação" e o pior qual instituição recebeu os livros, Dorina Nowill... Tentamos recuperá-los sem sucesso. Deficientes visuais apenas leem em braile, não? Que tristeza....

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  9. Ola! Adorei seu blog!
    Já ri aqui sozinha pq trato somento com homeopatia e já sabia dessa minha característica "sulfúrica".
    Parabéns pelo conteúdo do blog. bjos

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  10. Eu sou uma colecionadora nata.Amo colecionar chaveiros,celulares(esses têm vida útil muito pequena em minhas mãos),óculos e desafetos,esse último,até que eu gosto de cxolecionar,kkkkkkkkk.
    A vida é uma coleção de tudo aquilo que tu fez.Nós somos coleções de nós mesmos.Mas uma coisa que eu tenho capacidade,é de colecionar sorrisos de minha própria pessoa,mesmo que eu esteja em luto por dentro,o sorriso tem que aparecer.
    Beijão,Djair!Dani.

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