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quarta-feira, 13 de abril de 2011

Ah, vá tomar banho... Ou, se preferir... vá lamber sabão!

            Desde que soube que Teca, uma amiga de Salvador, tem verdadeiro fetiche por sabonetes novos, cada vez que abro um novo não tenho como não me lembrar dela. E acabo de sair do banho, onde esta lembrança se somou a outras, de sabonetes, banhos, etc.

A mente vagou por Teca e seu pequeno prazer de abrir o invólucro e descobrir o cheirinho bom do sabonete novo e foi para Fabi, que em Ubatuba, uma vez confessou-nos seu estranho hábito de lamber os sabonetes. Foi uma risada uníssona, e ela teve que explicar que eram apenas sabonetes recém abertos, ou de seu uso pessoal e intransferível (esperamos mesmo que seja assim. risos]). Narrou-nos sobre a vez que tinha já abandonado o hábito, mas um dia ao abrir um novo para colocar no box não resistiu e... Lambeu! Motivo de lágrimas por voltar ao vicío, que depois explicou à mãe preocupada com o choro.



Duvirgens, “a louca”, e em um texto futuro hei de explicar o porque do epíteto “a louca”colecionava-os. Tinha vários, de aromas, formatos e ingredientes diferentes.

Patrícia os fazia para Marcos, que era alérgico, em uma prova de gentileza e amor ao marido, e vez por outra presenteava-os aos amigos. Cheguei a ganhar alguns.

Uma vez, depois de uma reunião “fudida”, saí da sala de reuniões de uma instituição onde trabalhei, entrei direto na minha sala, peguei a bolsa e disse às meninas que trabalhavam comigo: “_Acabei de engolir um sapo, que não foi muito bem digerido, então para não correr o risco de descontar em nenhuma de vocês, tô indo embora.” Peguei minha bolsa e saí, acabei indo à 25 de março, comprei uma revista de artesanato, material e fui eu mesmo fazer meus sabonetes. Aquele ano todos meus auxiliares e estagiários ganharam sabonetes no Natal. Hoje raramente os faço, por gostar de variá-los.

Ziza na maioria das vezes não os usa, toma banho apenas com água e bucha natural, mas dependendo do cheiro que tenham cede à tentação, mas apenas para lavar as "partes".

Diô, arredio à água como bom sulphurino da homeopatia, sempre diz que não sabe quem foi que inventou essa história de que banho faz bem.

Vô Erasmo, certa feita, estando adoentado, na casa de Dona Dalma, filha das mais novas, ficou dois dias sem tomar banho. No terceiro, Máxima, a filha mais velha chegou para buscá-lo e ele disse que não ia para casa dela, pois se fosse teria que tomar banho. Máxima apenas encrispou-se e perguntou que história era aquela, e ao saber da falta de banho do progenitor, apenas virou para ele e disse com toda a autoridade: “_Não precisa ir pra minha casa pra tomar banho não, eu vou te dar banho é aqui mesmo. Já pro banheiro!” Como quem a conhece não a contraria, ele cumpriu imediatamente a sentença. Máxima foi auxiliá-lo.
Saiu do banho até rosado, com os pelos do braço fininhos e arrepiados. Passados alguns instantes, aproveitando a saída da filha mais velha, resmungou: “A Máxima me deu banho com uma esponja tão engraçada; era um lado amarela um lado verde, chega que arranhava...” Sim, senhores leitores, a esponja de banho era uma Scott Brite...

Greg, o “terror das empregadas”, tinha como frase de impacto, de inicio da paquera, sempre a boca a perguntar: “ que parte do corpo você lava primeiro quando toma banho?”.

Tia Hercília, sempre que via algum grude exacerbado de namorados, dizia entre  jocosa e irônica: “Mas não é um amor de sabonete Phebo?”

Outro dia, dia internacional da  água, Alex inventou que boa maneira de comemorá-la seria não tomando banho a fim de economizá-la. Iniciou-se imediatamente uma campanha contra o suposto ato de sacrifício e, ao chegar, Roberta, sua esposa, já o encontrou banhado e cheiroso.

Quando viajo, a única exigência em hotéis é que tenham banheiro no quarto, afinal banheiro coletivo não dá. E nada mais gostoso que um bom banho com sabonete bem cheiroso e depois deitar em um lençol que foi acabado de colocar.

Em uma de nossas idas à Casa do Norte, ao ir embora, cruzamos com um rapaz que tinha acabado de sair do banho. Maluce notou na hora. Era Dove!

Bem, caro leitor, tenha um bom banho! Afinal, como dizia dona Anna Piantino, água e sabão lavam e limpam tudo, só não lavam língua de mulher faladeira.