Que doura os corpos
A luz da Lua
Iluminando as trevas
da noite
A luz das estrelas
Que iluminam as ideias
dos poetas
As luzes dos postes
A iluminar ruas
vazias, vadias.
As luzes das revoltas,
das ideias, do sentido figurado
Que acenderam os
ideais dos revolucionários
A luz divina
Que ilumina oráculos,
profetas e santos
As luzes do Palco
Quando grito: “Bravo!”
Ópera, circo, teatro, ah, a arte...
A luz das passarelas
Para iluminar as
magrelas
As luzes piscantes que
acompanham sirenes
É a luz sonora que
leva doentes, que busca meliantes
As luzes dos faróis em
alto mar
Lembram teus olhos,
pois indicam salvação e fazem marujos gritar: “Terra à vista!”
A luz fugidia dos
pirilampos
Que alegram crianças e
românticos: “Olha o vaga-lume!”
A luz d e uma sala, garagem, quarto, do bar, de
qualquer lugar
Leitura. Silenciosa, em altos brados.
A luz no fim do túnel
Que nos falta
As luzes mais belas
Iluminam Lisboa e o crepúsculo
no cais de Floriano
As luzes coloridas
Meus enfeites de natal
As luzes coloridas no
céu
O arco íris, a aurora
boreal, e quem sabe... uma nave espacial. Especial!
As luzes dos prismas
Falsos arcos-balenos
A luz de uma ideia
Eureka!
As luzes das velas
para os mortos, para os santos
O poder do ritual
As luzes das fogueiras
Iluminam sábios,
queimam mulheres, homens e crianças. Nem só de Joana D’Arc arde uma fogueira
As luzes dos fogos no
ano novo
Rimam com champanhe
As luzes, tantas luzes
na era obscura em que
vivemos...
Falta Luz!
